Os balanços da semana

Bom dia,

Quando esta semana terminar, ficará um pouco mais claro qual a extensão do dano da pandemia de coronavírus às principais empresas brasileiras: mais de 20 companhas de diferentes setores, de commodities ao setor financeiro, apresentarão seus balanços do segundo trimestre.

Os números mais esperados são os do Itaú Unibanco e Banco do Brasil, da Embraer e das operadoras de saúde SulAmerica e NotreDame Intermédica.

O mercado estará de olho para saber como os bancos estão se preparando para um eventual aumento da inadimplência, o quanto as exportadoras estão se beneficiando da retomada na China e os impactos positivos e negativos do coronavírus para as operadoras de saúde.

Quer ler mais? Vai lá: https://bit.ly/2BVHEgK
Por falar em bancos. Um levantamento feito pelo 6 Minutos nos dados do Banco Central mostra que a pandemia foi a senha para as grandes instituições financeiras privadas do país apertarem o botão de fast foward no processo de encerramento de atividades de agências físicas.

Itaú e Bradesco fecharam, apenas nos primeiros seis meses deste ano, 648 agências no país –no ano passado inteiro, os dois maiores bancos privados fecharam juntos 503 unidades.

Esse movimento de redução do atendimento físico não vai parar por aí, como indicou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, e deve se intensificar no segundo semestre e também em 2021.

“É aluguel, segurança, funcionários, luz, mobiliário, decoração. Enfim, toda uma manutenção que não é barata. E as agências são como lojas, tem que entrar gente para justificar o custo fixo dela”, aponta Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating.

Saiba mais: https://bit.ly/30lojia
Depois de despencar no começo da pandemia, as vendas de produtos de linha branca começaram a se recuperar fortemente em junho. Esse movimento é reflexo, principalmente, de dois fatores: reabertura do comércio de rua e shoppings e efeito do auxílio emergencial sobre o consumo.

Com um dinheiro garantido no bolso, muitos beneficiários conseguiram comprar produtos que faltavam há tempos dentro de casa.

As vendas de fogões e geladeiras, por exemplo, que caíram mais de 40% entre o final de março e início de abril, subiram 45% e 54% entre o início de junho e meados do mês passado.

“Milhares de consumidores que vieram para o online experimentaram uma jornada diferente de compra, seja pelo app, pelo site ou WhatsApp. Esse aprendizado vai mudar a forma como o consumidor toma sua decisão de compra”, afirma Fernando Baialuna, diretor da consultoria GfK.

Entenda melhor esse movimento: https://bit.ly/39RuUUF
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O QUE MAIS FOI NOTÍCIA

Em passeio de moto ontem por Brasília, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que manter o auxílio emergencial de R$ 600 “arrebentaria” a economia brasileira e que autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a discutir com o Congresso a criação de uma nova CPMF em contrapartida à redução ou extinção de outros impostos.
https://bit.ly/3gl6BRy


Bolsonaro ainda disse que André Brandão, “a princípio”, é o novo comandante do BB. Embora seja mais conhecido pelo trabalho em banco de investimento do que no segmento de varejo, o escolhido de Guedes poderia agilizar a agenda de venda de ativos do banco público, segundo fontes do setor financeiro.
https://bit.ly/2EzlRfB


Após a ameaça de proibição do TikTok pelo presidente Donald Trump, a companhia chinesa ByteDance teria concordado em vender sua participação nas operações americanas do aplicativo em uma tentativa de salvar um acordo com a Casa Branca.
https://bit.ly/3hVMvOf


As fintechs querem ter um papel mais ativo na resposta do governo à crise do coronavírus. Em uma carta pública, a ABFintechs afirmou que as startups do setor financeiros se dispõe a ajudar o governo a abrir contas e auxiliar os grandes bancos ou o BNDES a fazer análises de crédito.
https://bit.ly/2D2HFA6


Depois de fracassar nas negociações com os tripulantes para redução permanente dos salários da categoria, a Latam confirmou que vai demitir “no mínimo” 2,7 mil pilotos, copilotos e comissários. Os cortes vão começar por meio de um processo de demissão voluntária até o dia 4 de agosto.
https://bit.ly/2Psqomx

Triplicou o mini dólar

A quarentena imposta pela pandemia de coronavírus, somada à verdadeira montanha russa que virou o câmbio no Brasil, está estimulando que mais e mais pequenos investidores se dediquem ao chamado day trade, que são aquelas compras de ativos financeiros para venda rápida com lucro.

Um dos destaques desse movimento são as negociações de mini dólar, que é um contrato de menor valor da moeda americana negociado na bolsa e que movimentou US$ 784 bilhões no mês passado.

Para dar uma ideia do crescimento dessas operações, esse volume foi mais de três vezes maior do que o registrado pela B3 no mesmo período do ano passado.

Quer entender mais sobre esse movimento — e como você pode participar dele? https://bit.ly/3hAIvCy
A venda direta está na moda. Em muitos casos, essa estratégia de enviar o produto da fábrica diretamente para a casa dos consumidores foi uma maneira de driblar a queda nas vendas provocada pelo isolamento social.

Apesar do crescimento, as empresas garantem que não querem canibalizar lojas e supermercados — seus tradicionais e mais importantes pontos de distribuição. O importante, segundo elas, é oferecer uma alternativa ao cliente e, ao mesmo tempo, conhecer com mais detalhes as preferências dos seus consumidores. https://bit.ly/3f7CKL3
Você não precisa saber fazer caipirinha, negroni ou um drinque sofisticado se quiser beber bem durante essa pandemia. Também não precisa se arriscar ir a bares se ainda não se sente seguro para enfrentar possíveis aglomerações. Isso porque, de todos os deliveries criados nessa pandemia, um deles está se tornando mania nacional: a entrega de drinques em casa. Quer saber mais? https://bit.ly/3jNacKv
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O QUE MAIS FOI NOTÍCIA

Ex-presidente do Banco Central, o economista Arminio Fraga afirmou que vê algum espaço para um “pequeno” aumento da carga tributária no Brasil. O objetivo seria corrigir distorções do sistema tributário e de subsídios considerados por ele ineficientes. https://bit.ly/3f60uyY

Abastecer com etanol só compensa em 4 estados, diz ANP. São eles: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás — todos produtores do biocombustível. https://bit.ly/3jS663R

Pesquisa realizada pela Mercer mostra que 45% das companhias planejam congelar os planos de reajuste salarial em 2020. A consultoria ouviu mais de 200 empresas no levantamento. https://bit.ly/3jS61NB

O mercado prevê PIB de -5,77% em 2020 e dá como certo novo corte nos juros, segundo a última edição do Boletim Focus. A expectativa é de inflação baixa e dólar a R$ 5,20 no final do ano. https://bit.ly/2WXkZI4

A temporada de balanços está só começando e os mercados abriram a semana animados. Principal índice brasileiro, o Ibovespa encerrou as negociações com ganho de 2%, a 104.777 pontos. Já o dólar fechou em queda de 0,93% em relação à moeda brasileira, a R$ 5,15. https://bit.ly/3jMN3aQ

O cansaço causado pelo isolamento social se tornou um grande desafio para conter a pandemia. Isso é especialmente evidente entre jovens adultos, que têm menos medo do coronavírus e sofrem maiores impactos econômicos e sociais quando ficam em casa. O resultado é que, em muitos países, os jovens são o grupo demográfico no qual a doença avança mais rapidamente. https://bit.ly/3g6wjcn

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo se recuperaram em junho, segundo o Secovi-SP. Ao todo, foram negociadas 2.984 unidades, aumento de 24,1% em relação a maio, mas ainda 56% abaixo de junho de 2019. https://bit.ly/305lMIR

Só vale com olho no olho?

O home office vem mudando a forma como as pessoas trabalham e se relacionam com os colegas de empresa. Por mais que o trabalho remoto possa trazer vantagens, como a redução do tempo no trânsito, alguns especialistas dizem que ele pode ser uma ameaça à cultura das organizações. O entendimento é que ela é algo que constrói no dia a dia e coletivamente.

Mas há quem enxergue no trabalho remoto uma oportunidade para o fortalecimento da cultura da companhia. Para esses, a adesão a esse atributo não depende da proximidade física entre os colaboradores e a convivência pode ser compensada virtualmente.

Com opiniões tão opostas, dá para saber qual delas reflete mais a realidade? Não existe uma verdade absoluta que serve para todos os casos, principalmente quando se trata da cultura de uma empresa, que é um organismo em constante mutação. 

Tudo vai depender do tipo de negócio, do momento que está sendo vivido e do quanto essa sabedoria coletiva que é o conhecimento acumulado sobre a empresa está amadurecida internamente. Por isso, a distância pode fazer mais diferença para algumas do que para outras.

Quer saber mais sobre os desafios que as empresas enfrentam para manter uma cultura forte em tempos de distanciamento social e menos interações presenciais? Confira no 6 Minutoshttps://bit.ly/30OKpsr.
Em dificuldades por causa da crise causada pelo coronavírus, muitas lojas correm o risco de fechar. Segundo o IBGE, 40% das empresas encerradas recentemente atribuíram o motivo à pandemia. Segundo levantamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising), 12% das franquias tiveram as atividades suspensas e 0,5% foram encerradas de vez no mês de abril. Para quem permaneceu no mercado, a queda no faturamento foi alta: 48,2%.

Em alguns casos, são negócios normalmente rentáveis, localizados em bons pontos comerciais, mas que não resistiram ao período de isolamento social por falta de capital de giro. Para não perder o ponto e não diminuir sua rede de lojas, as franquias utilizam o repasse para salvar unidades em risco. Funciona assim: o franqueado que não tem mais interesse em manter sua unidade – seja por dificuldades financeiras ou por outro motivo, como mudança de cidade ou aposentadoria – pode vender sua franquia para outra pessoa. https://bit.ly/30Q2s1n
Com o comércio aberto há pouco mais de um mês na cidade de São Paulo, nem todo mundo deixou o isolamento social para fazer compras. Prova disso é o índice de isolamento social na capital, que tem se mantido em torno de 46%. Para fazer as pessoas se sentirem mais seguras fora de casa, surge uma nova gama de produtos e serviços que promete esterilizar o ar, higienizar superfícies, limpar sapatos e aniquilar o medo do consumidor. A pergunta é: tudo isso funciona?

Não há apenas uma resposta para essa pergunta. Os sistemas esterilizadores de ar, por exemplo, são eficazes e com um custo bastante alto. Soluções simples, como tapetes sanitários, podem manter o ambiente mais limpo, mas são inócuas para evitar a contaminação pelo coronavírus. E modas recentes, como a varinha de luz ultravioleta tão popular em marketplaces que importam produtos da China, não desinfeta superfícies e pode provocar sérios danos se usada na pele ou nos olhos. Para saber mais, veja no 6 Minutos: https://bit.ly/3f4fhKA.
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O QUE MAIS FOI NOTÍCIA

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da comissão mista da reforma tributária no Congresso, deu um recado ao governo Bolsonaro e sua equipe econômica: o parlamento espera e vai trabalhar por mudanças maiores do que as propostas por Paulo Guedes. “É mais razoável do ponto de vista político, inclusive, que utilizemos essa energia para aprovar uma reforma mais ampla”, afirmou Ribeiro. “Talvez não seja aquela que o Brasil precisa, uma radical. Em matérias como essa, o bom senso manda a gente ser prudente, mas vamos ser ousados no que, do ponto de vista estrutural, pode modernizar mais o nosso país”. https://bit.ly/39vagcU

A pandemia do novo coronavírus levou a Prefeitura do Rio de Janeiro a cancelar a tradicional festa de Ano Novo, que costuma atrair milhões de pessoas para a orla de Copacabana. O Carnaval também está sob risco, caso uma vacina contra a covid-19 não esteja disponível até fevereiro. “Com relação ao réveillon, esse modelo tradicional que conhecemos e que praticamos na cidade há anos, assim como o Carnaval, não é viável neste cenário de pandemia, sem a existência de uma vacina”, justificou a Prefeitura. https://bit.ly/2OUT3jP

E São Paulo, que anunciou no fim da semana passada tanto o cancelamento do Ano Novo na Paulista quanto o adiamento do Carnaval para uma data não determinada, sabe que a ausência de grandes eventos terá um impacto na economia da cidade. Levantamento do Estadão baseado em dados de 2019 prevê que a capital paulista deixará de movimentar quase R$ 3,5 bilhões em serviços e no comércio com tantas ausências em seu calendário oficial de 2020/2021. https://bit.ly/3g3MQOa

A Caixa anunciou a prorrogação da pausa nas cobranças de prestações da casa própria por causa da pandemia da covid-19, mas beneficiários da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, voltada às famílias mais carentes (com renda mensal até R$ 1,8 mil), continuam sem esse alívio. Mesmo com redução drástica na renda, eles seguem sendo cobrados pelo pagamento das prestações, que variam de R$ 80 a R$ 270. https://bit.ly/2OXVEJI

Um levantamento do QuintoAndar mostra que muitos paulistanos estão buscando nesta quarentena imóveis em bairros mais afastados no centro expandido ou até mesmo em cidades vizinhas da capital. A razão? Preços mais camaradas e mais espaço disponível. Com a explosão do trabalho remoto combinada a uma diminuição na renda, muitos têm migrado para espaços maiores em locais mais distantes. Será que a tendência se mantém depois da pandemia acabar? https://bit.ly/3hH6Qa3

Mães e pais têm razão de estarem preocupados com os problemas decorrentes da mudança repentina para as videoaulas e o longo tempo sem encontros presenciais. Estudos mostram que essa combinação tem causado impactos negativos no desenvolvimento das crianças em idade escolar. Os prejuízos vão além da perda de conteúdos e ocorrem também na aquisição de habilidades como interação, cooperação e expressão de sentimentos, principal objetivo das escolas para os pequenos nessa fase. https://bit.ly/3f1rn7w

Um dos sacrifícios exigidos de quem está ficando o máximo possível em casa durante a pandemia é não ter o mesmo nível de contato com a natureza. Para amenizar a saudade, um caminho tem sido levar mais verde para dentro de casa. Serviços que fornecem plantas e vasos tiveram a demanda multiplicada nos últimos meses, mas é preciso saber que as novas aquisições para embelezar a casa precisam de cuidado e atenção constantes. https://bit.ly/3hG8454

O coronavírus está fazendo com que muita gente compre nos comércios mais próximos de casa. E não é só isso. A maioria dos consumidores afirma que pretende continuar com a prática mesmo depois que a pandemia terminar. É o que mostra uma pesquisa feita pela consultoria empresarial Accenture entre os dias 20 e 25 de maio, que descobriu ainda que a crise atual estimulou também a busca por produtos de origem local. https://bit.ly/2OUjohM

Importa muito e para muita gente

Se você está lendo essa newsletter, é muito provável que o auxílio emergencial de R$ 600 seja algo distante de sua realidade. Mas é possível mostrar de maneira compreensível a importância que essa ajuda governamental tem para uma enorme parcela da população brasileira que está sendo afetada pela pandemia do novo coronavírus de uma maneira muito dura.

Quem dá o caminho das pedras é um estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a partir de dados de quatro semanas de maio presentes na Pnad Covid (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ele mostra que 26,3 milhões de domicílios – o que representa quase 40% das casas brasileiras – tiveram acesso ao benefício, o que aumentou a renda de cada um deles em R$ 846,50. Desse total, 82% possuíam renda domiciliar per capita de até R$ 832,65, ou seja, inferior à média do auxílio obtido.

Uma das conclusões da pesquisa do Ipea é a de que o auxílio emergencial funcionou muito para o que se propunha. Isso porque o valor repassado pelo governo correspondeu a 77,5% do rendimento médio dos trabalhadores por conta própria, e foi 21,2% superior ao rendimento médio do trabalhador doméstico. 

No comunicado que acompanha o estudo, o instituto de pesquisa se justifica: “Levando-se em conta que essas duas categorias estariam entre as principais populações-alvo do programa, o valor fornecido revelou-se capaz de compensar grande parte da perda potencial de renda domiciliar causada pela pandemia da Covid-19”.

É por isso que a discussão sobre uma eventual prorrogação do auxílio-emergencial, que foi elaborado originalmente para garantir três parcelas de R$ 600 em três meses, é importante e trata-se de um debate relevante para a sociedade brasileira. A equipe econômica do governo Bolsonaro ainda avalia a duração dessa extensão e a redução no valor dos eventuais próximos pagamentos. https://bit.ly/2YthoTo
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Mas a mesma Pnad Covid mostrou que o coronavírus provocou um efeito muito grave na renda de muitas famílias: o distanciamento social provocado pela pandemia de covid-19 deixou 9,7 milhões de trabalhadores sem remuneração em maio de 2020. O número corresponde a mais da metade (51,3%) das 19 milhões de pessoas que estavam afastadas de seus trabalhos e a 11,7% da população ocupada do país, que totalizava 84,4 milhões no mês.

De acordo com a pesquisa, 15,7 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho devido às medidas de distanciamento social para evitar o aumento da contaminação pela doença. Em maio, havia 75,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho no Brasil (isto é, não estavam trabalhando nem procuravam por trabalho), dos quais 34,9% não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e 24,5% não procuraram principalmente devido à pandemia ou porque faltava trabalho na localidade em que residiam, mas também gostariam de trabalhar. https://bit.ly/31heqD8
Mesmo que os principais bancos e gestores de fundos de investimento em renda fixa conservadores abrissem mão das suas taxas de administração, os cotistas ainda perderiam dinheiro, quando se considera a inflação, ao investir nessas aplicações. Isso acontece por causa da decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros do Brasil para 2,25% ao ano. Como a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado é de 3,21%, ou seja, bem acima da rentabilidade dos títulos públicos, temos, pela primeira vez na história, uma taxa de juros real negativa.

Esse cenário de taxa de administração zerada ou mesmo pouco acima de 0,5%, entretanto, é totalmente fictício para boa parte dos fundos de investimento em renda fixa. Dados da Anbima mostram que, em março deste ano, a taxa média cobrada pelos fundos de renda fixa era de 1,37%, para os casos de aplicações iniciais abaixo de R$ 1.000. Com isso, o brasileiro passou a conviver com uma realidade que é antiga para investidores de outros países: é muito difícil ter, na mesma aplicação, alta rentabilidade, liquidez e risco baixo, como ocorreu por muito tempo no Brasil com a aplicação em títulos públicos. Agora, para ter maior retorno, será preciso correr riscos. O 6 Minutos mostra que mesmo na renda fixa há algumas opções com mais risco e chance de mais rentabilidade: https://bit.ly/382V0DA.
O mercado financeiro viveu uma quarta-feira que causou muito estranhamento. A polêmica começou no fim da noite da terça, quando o Itaú Personnalité, segmento premium do maior banco brasileiro, lançou uma série de vídeos em que ataca as corretoras e o modelo de agentes autônomos de investimento. Nos filmes publicitários, há críticas ao estímulo eufórico para a entrada na Bolsa (que sofreu perdas consideráveis em 2020) e às recomendações de investimentos que seriam feitas para garantir uma boa comissão ao assessor e não levariam necessariamente em conta o perfil do investidor ou a rentabilidade da aplicação. A ofensiva foi vista como “fogo amigo”, já que a XP Investimentos, responsável por difundir esse modelo no país e líder no segmento, tem no Itaú o seu principal acionista. https://bit.ly/2Ytlz1n

A resposta da XP veio diretamente de seu fundador e presidente. Guilherme Benchimol usou seu perfil no LinkedIn para rebater as críticas feitas pela campanha de seu maior acionistas. “A campanha do Itaú só reforça que estamos no caminho certo. Para o maior banco do país, com mais de 90 anos de tradição, ir a público e ofender uma profissão tão fundamental para o desenvolvimento financeiro dos brasileiros, é porque realmente percebeu que não consegue mais competir colocando o cliente em primeiro lugar”, afirmou Benchimol. Em outro momento, o executivo ironiza o slogan do Itaú: “Tenho uma certeza: se tem algo que o banco não é, nem nunca foi, é ser feito para você”. Qual será o próximo passo no duelo entre duas das maiores forças financeiras do Brasil? Aguardemos. https://bit.ly/2Nu9F12
Apesar de as primeiras medidas de flexibilização da quarentena estarem saindo do papel, ainda é difícil saber quando a pandemia do coronavírus estará minimamente controlada. Esse é um fato importantíssimo para quem está planejando uma viagem, ainda que seja para um horizonte mais distante. Dados do Kayak, plataforma de plataforma de busca de passagens aéreas, mostram que a busca por voos ainda está 70% menor que no mesmo período do ano passado, mas que o relaxamento das medidas de isolamento e a queda das barreiras sanitárias têm estimulado algum planejamento para 2021.

O levantamento mostra que 40% dos brasileiros estão buscando viajar nos próximos 6 meses, e que 43% planejam viajar depois disso — só no ano que vem, portanto. Por fim, 17% não estão pensando em férias. “Antes da pandemia, os brasileiros costumavam comprar os bilhetes para voos internacionais com pouco mais de 2 meses de antecedência. Já os voos nacionais eram comprados em média 3 semanas antes do embarque”, explica Eduardo Fleury, líder de Operações do Kayak no Brasil. Ele diz que essa busca para 2021 é atípica, e que as próprias companhias aéreas estão se adaptando para exibir preços para o próximo ano. https://bit.ly/37XIbKF
Cinema, teatro, shows. A necessidade de distanciamento social imposta pela pandemia de coronavírus cancelou todos esses eventos. Até que surgiu o cine drive-in como opção de diversão para quem está cansado de ficar trancafiado em casa. De olho no tipo de evento da era pós-pandemia, a startup Dpen criou um aplicativo que permite que toda a experiência de assistir a um filme de dentro do carro aconteça sem contato físico com outras pessoas.

Entre as funcionalidades do app está a possibilidade de validar o ingresso na entrada, pedir a comida ou bebida de dentro do carro por um cardápio virtual e até entrar em uma fila virtual para uso do banheiro. “Logo na entrada, a leitura do ingresso é feita por um totem de autoatendimento. Não precisa sair do carro para pedir sua bebida ou comida. O cliente faz o pedido pelo app, que notifica a cozinha e a comida chega até ele no veículo. Não precisa ficar em uma fila física para ir ao banheiro, basta entrar em uma fila virtual”, diz Luis Felipe Palomares, sócio da Dpen. Para saber mais sobre como poderá ser sua experiência em um drive-in em tempos de covid-19, acesse o 6 Minutoshttps://bit.ly/380nY6W.

Uma pedra no caminho do WhatsApp

Bom dia,O mercado de pagamentos que estava prestes a ser abocanhado pelo WhatsApp encontrou uma resistência de peso pelo caminho. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) suspendeu o acordo entre o WhatsApp e outras instituições financeiras que permitia a realização de pagamentos e transferência de dinheiro diretamente entre usuários do aplicativo. Já o BC determinou que Visa e Mastercard interrompam as transações.
 
Segundo o BC, “a continuidade dessas operações sem a prévia análise do regulador poderia gerar danos irreparáveis ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) no que se refere à competição, eficiência e privacidade de dados”.
 
Com 120 milhões de usuários no Brasil, maior do que a base de clientes de qualquer grande banco, o WhatsApp teria disponibilizado a solução de pagamentos para 1,5 milhão de pessoas. Quer saber mais? https://bit.ly/3hY4Jzg
O Banco Central anunciou uma série de medidas para destravar o crédito. Um dos focos desse empurrãozinho são as micro e pequenas empresas, as mais atingidas pela crise do coronavírus. Para incentivar os bancos a liberar financiamento para esse segmento, o BC vai penalizar as instituições financeiras que não emprestarem no mínimo 10% dos recursos que são obrigados a deixar depositados sem movimentação na poupança, o chamado depósito compulsório. Leia aqui: https://bit.ly/2YsMA5i
 
Em outra iniciativa para estimular o crédito, o BC anunciou a possibilidade de uso de imóvel como garantia de mais de um empréstimo, com potencial de liberação de R$ 60 bilhões. Com a mudança, será possível utilizar a parte quitada de um financiamento imobiliário ainda em curso como garantia para outro empréstimo, com a mesma taxa de juros. Mais aqui https://bit.ly/2NnR1b5
Entre no grupo do 6 Minutos e receba direto no WhatsApp as principais notícias do dia: https://6minutos.com.br/whatsapp
O dinheiro ficou curto e as despesas já superam as receitas no seu orçamento doméstico? Hora de colocar as contas em ordem. O 6 Minutos preparou um guia para te ajudar a superar esse momento difícil. Aqui vai um resumo:
 
O primeiro passo é cortar todos os supérfluos. Anote tudo o que você gasta e veja se realmente precisar manter todas as despesas. O segundo passo é buscar uma renegociação dos valores mais altos. De forma geral, fornecedores preferem receber menos, ou de forma parcelada, a ficar no prejuízo. Seja transparente e sincero e busque o acordo.
 
Se, finalmente, passadas as etapas anteriores, o dinheiro continuar insuficiente, é hora de decidir quais contas serão pagas e quais ficarão em aberto. Opte por quitar dívidas com juros mais altos — cartão de crédito, por exemplo. E cuidado para não inadimplir em serviços essenciais. Ainda que o corte de energia ou água estejam parcialmente suspensos durante a pandemia, tente garantir o mínimo para você e sua família. Quer saber mais? https://bit.ly/2YX6LY2
 
O aumento do desemprego e a redução salarial devem empurrar ainda mais consumidores para o atacarejo, formato de loja que vende produtos tanto no atacado como no varejo. Em momentos de crise, como agora, as pessoas priorizam a compra de itens essenciais em detrimento de supérfluos e abrem mão da conveniência em nome da economia.
 
Uma pequisa do Horus, plataforma que reúne dados do varejo, mostra que o valor médio gasto pelo consumidor em compras de supermercado aumentou 8% após a liberação do pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600. No formato atacarejo, o avanço foi de 16%, sugerindo que esse dinheiro foi utilizado para comprar alimentos e produtos de limpeza. Leia mais: https://bit.ly/3erEiQs
 
Qual vai ser o futuro das viagens rodoviárias? Na semana passada, a Marcopolo apresentou um ônibus equipado com cortinas, materiais antimicrobianos e um sistema de ar-condicionado com luz ultravioleta. Outro diferencial é que as poltronas são individuais, separadas uma das outras pelo corredor. Mas será que as empresas de viagens vão adaptar seus ônibus para essa nova realidade?
 
A associação que representa o setor aponta dificuldades, como a falta de um protocolo de retomada aprovado pela Anvisa e de caixa para investimentos, já que a maioria das empresas ficou parada por conta das restrições de viagem impostas pelos governos estaduais.
 
O setor pede uma ajuda do governo federal para não ir à falência. Enquanto o socorro não chega, mais de 30 mil funcionários já foram demitidos. Mais aqui: https://bit.ly/2YrS2oV
A crise do coronavírus derrubou a arrecadação de impostos no país. No mês passado, a arrecadação federal somou R$ 77,415 bilhões, um tombo de quase 33% na comparação com maio do ano passado. Em função da crise, o governo permitiu o atraso no pagamento de uma série de tributos para dar alívio de caixa às empresas e famílias. Em maio, esse diferimento afetou negativamente a arrecadação em R$ 29,920 bilhões. https://bit.ly/2Np5OlL
 
A uma semana do prazo final, mais de 10 milhões de contribuintes ainda não prestaram contas dos rendimentos recebidos em 2019 para a Receita Federal. Até ontem, 22 milhões haviam enviado a declaração de Imposto de Renda de 2020. A expectativa é que 32 milhões de documentos sejam transmitidos.
 
Uma das principais dúvidas de quem vai declarar é sobre como incluir dependentes. Se o casal declara separadamente precisa ficar atento: o dependente só pode ser incluído em uma das declarações, preferencialmente na do contribuinte que tiver maior rendimento tributável. Mas se o dependente tiver renda é preciso ter cuidado: os ganhos dele também devem ser informados. Tire suas dúvidas sobre esse assunto e outros em https://bit.ly/2CzxO46
Carne bovina virou artigo de luxo para muitos brasileiros. A contradição é que apesar de o Brasil ser maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, esse tipo de alimento não chega à mesa dos mais pobres. É que a indústria de carne é dominada por grandes empresas que possuem forte foco nas exportações, como JBS, Minerva e Marfrig.
 
O consumo de carne bovina no Brasil deve cair 10% este ano, com a crise econômica diminuindo o poder de compra da população. A demanda por frango e carne suína não aumentará o suficiente para compensar a queda na carne bovina. Além disso, o histórico de crises econômicas no país mostra que as mudanças no consumo podem perdurar. Os brasileiros estão comendo menos açúcar e carne bovina do que em 2014, um ano antes da pior recessão do país. https://bit.ly/3es03zz
 

Será que cai mais?

Bom dia,Daqui a pouco, o Comitê de Política Monetária do Banco Central vai divulgar a ata da sua última reunião. O documento dará pistas sobre as chances de um novo corte na taxa básica de juros da economia.Na reunião passada, o Copom decidiu reduzir de 3% para 2,25% ao ano a Selic, o menor patamar da história.Chegamos ao piso? O mercado está dividido sobre isso. O Boletim Focus, que mede a percepção dos principais agentes financeiros do país, aponta para a manutenção dos juros até o fim do ano. Mas já há um grupo, chamado pelo BC de “Top-5” justamente por acertar as suas previsões, que já projeta a Selic a 1,75% ao final de 2020. (Se quiser ler mais sobre isso, fizemos esta reportagem sobre o Focus de ontem https://bit.ly/37Tw7Kn).O leitor do 6 Minutos deve estar se perguntando: Ok, e se os juros caírem ainda mais, o que muda para mim? Há algumas implicações imediatas, e outras tantas indiretas. Boa parte dos investimentos em renda fixa — modalidade favorita de quem tem perfil mais conservador– deve perder para a inflação. A Bolsa pode ganhar mais fôlego, aproveitando a migração dos recursos para a renda variável. E o dólar, ao menos no curto prazo, tende a se valorizar.
As vendas de imóveis para a baixa renda, concentradas no programa Minha Casa, Minha Vida, vêm mostrando muito mais resiliência do que as de propriedades de médio e alto padrão durante a pandemia.Dados de uma pesquisa da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) mostram que, enquanto mais da metade das incorporadoras de médio e alto padrão tiveram uma queda de vendas mais forte por causa do coronavírus, esse percentual é de apenas 10% no caso da habitação popular. Não por acaso, a participação dessa modalidade de financiamento foi crescendo ao longo dos anos, e responde hoje por 79% dos lançamentos e 71% das vendas no país.Há várias explicações para esse fenômeno, mas uma delas costuma ser pouco debatida: muitas famílias de menor poder aquisitivo vêm percebendo que não há muita diferença entre o aluguel e as prestações para pagamento da casa própria. E como os valores das parcelas acabam sendo similares, optam pela compra. https://bit.ly/312y6KZ
2020 parecia um ano perdido para as empresas que planejavam abrir capital na bolsa de valores. A chegada da pandemia do coronavírus e a aversão dos investidores ao risco fizeram com que 20 das 22 empresas que tinham o processo de listagem já iniciado colocassem os seus IPOs (sigla em inglês para abertura de capital) na geladeira. Mas a reação surpreendente das cotações na Bolsa e a necessidade de recursos fizeram com que algumas delas voltassem ao jogo.Um levantamento feito pelo 6 Minutos no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) revelou que 5 empresas desistiram da interrupção do processo de análise. Na semana passada, elas protocolaram novos prospectos de oferta, inclusive já indicando o tamanho do estrago do coronavírus em suas atividades e quais medidas estão sendo tomadas para mitigar os efeitos da crise.São elas: You Incorporadora (construção) Grupo de Moda Soma (varejo), Ambipar (gestão de resíduos), Lojas Quero-Quero (varejo) e Riva 9 (construção). https://bit.ly/37ProcH
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O que fazer se o seu negócio depende de milhares de academias, e todas elas são fechadas do dia para a noite? Esse é o dilema que a pandemia colocou para o Gympass. A startup, que conecta clientes a estúdios e academias, viu seu negócio paralisado em março e decidiu se reinventar. De lá para cá, a empresa: Criou uma plataforma de aulas online que são promovidas pelas academias. Só acessa a plataforma o cliente Gympass depois de logar com o código do check-in.Incluiu nos planos os apps de nutrição, meditação e ioga. Também na área de bem-estar, a empresa firmou parceria com a Zen Club, de atendimento psicológico online.Incluiu a opção de contratar um personal online – já são 500 cadastrados. O resultado, ao menos segundo a empresa, tem sido positivo. Quer saber mais? https://bit.ly/2NlEu7X
Você já ouviu falar no PIX? Se não ouviu ainda, prepare-se para se familiarizar com ele. Trata-se da plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, prevista para operar a partir de novembro.E o que muda para você? Aos poucos, as possibilidades do PIX vão ficando mais claras. Além de facilitar a transferência de recursos e da compensação imediata de pagamentos, o PIX vai permitir que varejistas ofereçam serviço de saque em espécie. Quem adiantou a novidade foi o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Mais detalhes, só em agosto. https://bit.ly/2V7y8xb
A Receita Federal abre daqui a pouco, às 9h, a consulta ao segundo lote de restituição do IRPF de 2020. Mais de 3,3 mil contribuintes receberão R$ 5,7 bilhões no lote de maior valor já registrado. O pagamento será feito na conta indicada em 30 de junho. https://bit.ly/2AYZFKv
Pesquisadores da FGV/Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) divulgam às 11h de hoje os dados de uma pesquisa sobre os impactos do coronavírus na necessidade de crédito das micro e pequenas empresas. Uma das conclusões prováveis do estudo é que o volume de crédito concedido não atende às necessidades do setor. A ver.

Bem-vindo a 2010

Um retrocesso de uma década. Esse deverá ser o impacto da pandemia de coronavírus sobre a economia brasileira na hipótese mais otimista, ou seja, de que haverá reação da atividade no terceiro trimestre do ano, segundo estudo do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV.

Como mostra reportagem do 6 Minutos, nesse “melhor cenário”, por assim dizer, a média da produção das empresas, o rendimento dos trabalhadores, os investimentos e o comércio exterior voltarão ao mesmo nível de 2010. É como se o país tivesse entrado em uma máquina do tempo, fazendo com que a riqueza acumulada de lá para cá fosse perdida.

Para essa projeção não ser ainda mais sombria (o dado contempla uma hipótese de queda de 6,4% da economia), não pode ocorrer uma segunda onda de infecção, e nem uma nova quarentena.

Olhar o dado do crescimento por si só pode dar uma sensação de distância. Quando decomposta, a queda do PIB é ainda mais dramática. Começando pelo consumo das famílias, que representam 75% de todo o desempenho econômico.

“Esperamos uma retração de 9% desse indicador neste ano. O dado é especialmente ruim porque o consumo era o motor que vinha puxando o nosso crescimento depois da última recessão, em 2015 e 2016”, pondera Luana Miranda, pesquisadora do IBRE.

Neste ano, ao invés de ser motor, o consumo vai ser uma âncora, puxando o PIB para baixo.

Leia mais aqui: https://bit.ly/30XfWdI
 

Conhecido por ser uma espécie de antecipador do PIB, o IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central, deu uma amostra do efeito negativo da pandemia sobre a atividade: a queda em abril foi de 9,7% na comparação com março, sob impacto da quarentena e do isolamento social.

Apesar do tamanho da queda, o dado veio melhor do que o esperado pelo mercado: https://bit.ly/2BjSjRK
 

O curioso é que, nesse cenário devastador, um fenômeno vem sendo observado pelo Banco Central desde o início da pandemia: exatamente pelo tamanho da crise que estamos atravessando, vem crescendo, e muito, a quantidade de cédulas e moedas em circulação no país.

Dados pesquisados pelo 6 Minutos mostram que nesta semana havia R$ 327,9 bilhões em dinheiro físico no Brasil. Antes do coronavírus começar a fazer estrago por aqui, em 16 de março, esse valor era de R$ 254,1 bilhões.

Uma das razões para isso é o pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600 por causa da pandemia. Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) ajudam a entender esse cenário: 7 em cada 10 beneficiários do programa Bolsa Família não possuem conta bancária, e sacam esses recursos, que foram triplicados por causa do auxílio emergencial.

Além disso, muitas pessoas e empresas vêm sacando recursos dos bancos e preferindo manter dinheiro “embaixo do colchão” como uma reação à incerteza trazida pelo momento atual.

Quer saber mais? Vai lá: https://bit.ly/30ZG8Ej

Sai o vale-transporte, entra o vale-internet. A transformação do home office em política permanente de trabalho vai exigir uma readequação da cesta de benefícios oferecida aos funcionários pelas empresas.

Isso já vem acontecendo. A Soft Trade, por exemplo, oferece um auxílio para pagamento da banda larga doméstica para funcionários que ganham até R$ 3.000. A Loft passou a dar um auxílio de R$ 120 aos colaboradores, independentemente da faixa salarial, para custear os gastos com internet e telefonia.

Além disso, com restaurantes fechados e com as pessoas passando mais tempo em casa, muitas empresas vêm transformando o vale-refeição em vale-alimentação.

Veja mais sobre esse assunto aqui: https://bit.ly/2NaeIn9
 

A chance de um novo corte na taxa de juros básica pelo Banco Central e a alta nos preços do petróleo fizeram a bolsa fechar em alta de 0,6%, na contramão das bolsas americanas. Uma eventual nova redução, por outro lado, determinou nova alta do dólar, que encerrou o dia a R$ 5,37, já que juros baixos tornam o país menos atrativo a investidores estrangeiros: https://bit.ly/2YbUcJ9
 

Em um ambiente de maior concorrência no setor financeiro e do avanço da digitalização, os bancos investiram R$ 8,6 bilhões em tecnologia em 2019, um crescimento de 48% na comparação com o ano retrasado, mostra pesquisa divulgada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Como vem acontecendo nos últimos anos, o mobile banking, que é o uso de bancos através de aplicativos de celular, não para de crescer, e já representa 43,8% das transações: https://bit.ly/311A4vf

Ele vai chamar o Fundo

Quem viveu na “década perdida” de 1980 tem fácil na memória o que significam as três letras da sigla FMI. Nesse período conturbado da economia brasileira, o Fundo Monetário Internacional servia como uma ajuda emergencial ao governo de turno quando havia problemas para financiar a nossa dívida externa. Logo, a lembrança de envolvimento com o Fundo não é das melhores para quem passou por esses tempos. A relação mudou muito desde a estabilização promovida pelo Plano Real e com o aumento das reservas internacionais brasileiras.

A situação extraordinária provocada pela pandemia do coronavírus, que cada vez mais provoca graves implicações no cenário econômico global, fará com que Paulo Guedes peça que o FMI seja ainda mais atuante para enfrentar os desafios excepcionais. Segundo informações obtidas pela agência de notícias Reuters, o ministro da Economia do Brasil usará o discurso que fará durante um encontro virtual promovido pelo Fundo e pelo Banco Mundial amanhã para requisitar que sejam liberados mais recursos do FMI para aumentar a liquidez global. 

Em especial, para os países em desenvolvimento. São esses que, segundo Guedes, estão enfrentando saídas de capital “sem precedentes”, uma queda repentina da demanda externa e um recuo “dramático” dos preços das commodities. 

Em sua fala, o líder da equipe econômica de Jair Bolsonaro vai defender as ações que tomou para mitigar o impacto da crise nas finanças do Brasil. “O país adotou passos realmente extraordinários para combater a pandemia, assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro e a oferta do crédito”, dirá Guedes. “Assim como renda, empregos e negócios. Nenhum cidadão brasileiro será deixado para trás”.

O discurso que Guedes fará nesta arena global tem muita ressonância os mecanismos de sua preferência para enfrentar a pandemia. A busca para disponibilizar recursos para o sistema financeiro atuar na concessão de crédito a pessoas e empresas tem sido a tônica das medidas tomadas por sua equipe: elas liberaram mais de R$ 1 trilhão para garantir liquidez às instituições bancárias. https://bit.ly/3cktGkS
Verdade seja dita, o Fundo já tinha sido protagonista nas notícias desse começo de semana. Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado ontem, o FMI projetou que o Brasil terá uma queda de 5,3% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2020. Caso seja confirmada, será o maior recuo da série histórica, que compila dados desde 1962. https://bit.ly/34Dl86a

As previsões do levantamento para a economia global não são muito melhores. Para o FMI, a retração da economia mundial neste ano será de 3%, um tombo que representaria a pior situação desde a Grande Depressão dos anos 1930. https://bit.ly/2XC4JNG
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A medida provisória que permitiu a redução de jornada e de salários dos trabalhadores formais foi publicada no dia 1º de abril, mas sua execução tem sido marcada por idas e vindas. Apesar de mais de 1 milhão de acordos entre empresas e funcionários terem sido firmados até agora, o tema ainda é alvo de um grande debate jurídico. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu uma liminar em uma ação que questionava a constitucionalidade da medida.

Acontece que os acordos firmados antes da liminar do ministro estão em uma espécie de limbo legal. Como a medida foi regulamentada por uma Medida Provisória, a partir da edição do texto, os termos já estavam valendo. Cerca de 7 mil acordos foram firmados até 7 de abril, quando Lewandowski mudou o entendimento da questão. “O governo provavelmente vai esperar a avaliação definitiva do STF para decidir o que fazer em relação a esses pedidos de antes da liminar”, afirma Dario Rabay, especialista em direito trabalhista do escritório Mattos Filho. Com isso, o pagamento desses trabalhadores pode sofrer atraso em um momento de bastante dificuldade. O 6 Minutosexplica a questão: https://bit.ly/3aaivK0.
Depois de muita lentidão, apelos do governo e receio de empoçamento no sistema financeiro, quatro dos cinco maiores bancos brasileiros –Caixa, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander–, começaram a oferecer linhas de crédito para que micro e pequenas empresas possam financiar suas folhas de pagamento.

Para acessar esse tipo de empréstimo, idealizado pelo Banco Central com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), é preciso ter faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano e não estar inadimplente. Além disso, a empresa que tomar o financiamento não poderá demitir por dois meses os empregados com salários financiados pela linha. Confira as condições e os custos dessa solução no 6 Minutoshttps://bit.ly/34G7bVc
Você recebeu uma mensagem no WhatsApp que oferece acesso ao auxílio-emergencial do governo? Cuidado, Bino, é uma cilada! Dados da produtora de antivírus PSafe mostram que as tentativas de golpes online aumentaram de maneira exponencial em meio à pandemia do coronavírus. Só em março, a empresa contabilizou quase 9 milhões dessas ocorrências, um aumento de mais de 8.000% em relação a fevereiro. Nove em cada 10 tentativas de enganar usuários acontece no app de mensagens preferido dos brasileiros. E os grandes chamarizes são assuntos relacionados ao  covid-19 e à quarentena: além da ajuda de R$ 600, muitos deles oferecem álcool em gel da Ambev grátis e assinaturas sem custo da Netflix.

Aliás, o pagamento da ajuda aos trabalhadores informais tem sido o alvo principal dos golpistas. Há muitos programas falsos com essa temática nas lojas de apps dos sistemas operacionais móveis. Tome muito cuidado antes de sair baixando aplicativos e siga alguns cuidados básicos. Entre eles, instalar uma solução de proteção no seu celular e checar no site de quem produz a solução oferecida a você se as informações da loja batem com as fornecidas pelo desenvolvedor. https://bit.ly/2VcVn9T
A Páscoa foi celebrada no último domingo. Mas um acordo entre a Abicab (Associação da indústria de chocolates) e a Abras (Associação brasileira de supermercados) permitirá que os ovos de chocolate fiquem expostos no varejo até o fim do mês. O objetivo é tentar reduzir os estoques de ovos de Páscoa, já que as pessoas cortaram o consumo de itens não essenciais por conta da pandemia de coronavírus. Além disso, é uma maneira de permitir que as pessoas que não conseguiram comprar, mas ainda têm esse desejo, consigam encontrar os produtos nas gôndolas.

E se ainda não há dados sobre vendas de ovos de Páscoa nas lojas físicas, já se sabe que na internet elas explodiram. Informações da Ebit|Nielsen mostram que os pedidos aumentaram 322% entre os dias 29 de março a 6 de abril de 2020 em relação ao período de 7 a 20 de abril de 2019. Neste período, as vendas online de chocolates em geral subiram 360%. Isso mostra que, em meio ao isolamento, as pessoas deixaram para comprar as lembranças de Páscoa na última hora e que fizeram as compras principalmente online, sem precisar sair de casa. https://bit.ly/2VabIfu
A vida em condomínio nunca foi um mar de rosas. Mas o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus acirrou ainda mais a difícil convivência entre vizinhos. Antes, os moradores passavam a maior parte do dia fora de casa, seja trabalhando ou estudando. Agora, estão todos trancados dentro de seus apartamentos, 24 horas por dia, impedidos de curtir a vida lá fora. Pequenas diferenças podem ser amenizadas se os condôminos seguirem um conjunto mínimo de regras, segundo Marco Gubeissi, diretor de administradoras da vice-presidência de administração imobiliária e condomínios do Secovi-SP (Sindicato da habitação de São Paulo).

A principal delas, na medida do possível, é tomar cuidado com o barulho. “Aumentou muito o número de reclamações contra vizinhos”, afirma Gubeissi. “Sempre tem gente querendo trabalhar enquanto o vizinho tem filhos pequenos chorando ou jogando bola dentro do apartamento”. Para ajudar você a passar bem por esse período sem se indispor com o morador do 84A que vive reclamando de você para o síndico, o 6 Minutos lista algumas das medidas para manter a boa convivência nos tempos de quarentena: https://bit.ly/3cmESh9.
Fique de olho
Às 8h, a FGV divulga o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) de abril.

Às 14h30, o Banco Central revela o fluxo cambial da semana.
After market
PARA APRENDER – Se você está procurando atividades mais zen para preencher os dias de sua quarentena e anda se divertindo em cuidar das plantas, que tal passar para o próximo nível? Já pensou em ter uma horta em casa? Se você respondeu que sim, mas acha que não tem espaço, a Embrapa pode te ajudar: um curso online para criar hortas em pequenos espaços. O conteúdo é gratuito e dividido em 4 módulos, mas funciona sob esquema de inscrição. As 8 mil vagas de abril já foram preenchidas e a turma de maio ainda não foi liberada. Se ficou interessado, fique de olho no portal E-Campo, da Embrapa, para saber quando se cadastrar: https://bit.ly/2V6ztoq.*EM TODAS AS TELAS – Em uma ilha paradisíaca, mas que enfrenta a tensão que surge entre os ricos donos das casas de sonhos e os locais que trabalham para os primeiros, um jovem encontra o mapa de um tesouro. Acontece que esse mapa era de seu pai, que acabou de desaparecer. John B, então, reúne três amigos que também vivem nessa ilha para buscar com ele esse prêmio misterioso. Essa é a história de “Outer Banks”, série dramática adolescente que estreia hoje na Netflix. A primeira temporada tem 10 episódios, que já estão no ar. https://bit.ly/2xjuYOt.

A internet pode (literalmente) quebrar?

Você tem percebido que sua conexão de internet está mais lenta? Se respondeu que sim, você não está sozinho.

Mesmo com o menor uso corporativo da rede, o consumo de dados aumentou 30% durante o isolamento social imposto pela pandemia de coronavírus.

É muito mais gente assistindo filmes, séries, jogando e fazendo teleconferências, e essa sobrecarga acaba tornando a conexão mais demorada.

Mas a internet vai aguentar essa mudança no perfil de consumo?

Especialistas em telecomunicações garantem que sim. Mas, além da lentidão, atender toda a demanda já está levando à redução da qualidade das transmissões.

Em especial as redes móveis sofrerão, já que, ao contrário da rede de internet fixa, baseada em fibra ótica ou em cabos, a celular não tem um meio físico – por isso fica mais limitada.

Para driblar esse problema, as operadoras de telefonia celular estão solicitando a autoridades municipais que autorizem licenças especiais para instalação de mais antenas.

Quer saber tudo sobre esse assunto? Leia na reportagem do 6 Minutoshttps://bit.ly/3ejr08U
A maior recessão em 120 anos. É essa a previsão do Banco Mundial para a economia brasileira em 2020: a entidade divulgou ontem que espera que o nosso PIB (Produto Interno Bruto) tenha uma retração de 5% neste ano, pior do que a já catastrófica queda média projetada para América Latina e Caribe (4,6%).

Para o ano que vem, a estimativa é de avanço de apenas 1,5% da atividade, seguido por crescimento de 2,3% em 2022: https://bit.ly/34x5E3J
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O fato é que a pandemia já reduziu a renda de metade dos brasileiros, como mostra um levantamento feito pelo Instituto Locomotiva: https://bit.ly/3aa7Hfi
A quarentena parece não valer para a construção civil: pela cidade, as obras de novos prédios continuam a todo vapor.

6 Minutos explica: as incorporadoras conseguiram autorização para manter projetos, já que o ambiente não requer trabalhadores atuando próximos uns dos outros. Entre as medidas adotadas, estão organização de turnos e aferição de febre dos trabalhadores diariamente.

Mas o setor não vai sofrer com a pandemia? Vai. Investimentos e novas compras de terreno, por exemplo, estão sendo suspensos. Além disso, a expectativa é de aumento dos distratos (quando o cliente cancela a compra de um imóvel e paga uma multa sobre o valor quitado até então).

A avalição é que haverá uma série de renegociações, para se encontrar um meio termo entre empresas e consumidores.

Esse tema te interessa? Então saiba tudo aqui: https://bit.ly/3aa4ZGF
A maioria dos restaurantes e bares estão fechados, e muita gente trabalhando de casa. Nesse cenário, o mundo dos benefícios de alimentação concedidos pelas empresas para o almoço dos funcionários vem mudando drasticamente. A utilização de vales refeição vem sendo realizada nas plataformas de delivery, como iFood, Rappi e Uber Eats.

Ao mesmo tempo, há um forte movimento de restaurantes que estão passando a aceitar essa forma de pagamento e se cadastrando nesses sites. “Essa crise está servindo para uma transformação digital desses negócios, que buscam se adequar ao usuário”, afirma Willian Tadeu Gil, diretor de Relações Internacionais da Sodexo Benefícios e Incentivos.

Leia mais aqui: https://bit.ly/2Xuqcs3
Você sabia que o consumo residencial de energia é menos da metade de toda a carga? E que o fechamento de comércio e de parte das indústrias já levou a uma queda de 18% no consumo total? Para evitar que esse problema, aliado às perdas por causa da inadimplência, prejudique o setor, o governo está preparando um pacote de ajuda: https://bit.ly/39YFub2
Luz no fim do túnel para a guerra do petróleo. Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Rússia e outros países produtores concordaram em cortar a produção da commodity em um volume recorde, representando 10% da oferta global. Medidas para conter a disseminação do coronavírus destruíram a demanda por combustível e reduziram os preços do petróleo, pressionando os orçamentos dos produtores: https://bit.ly/2RxIdSl
Para encerrar, uma boa notícia. O Itaú Unibanco deve anunciar hoje uma doação de R$ 1 bilhão para o combate ao coronavírus. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada ao O Estado de S. Paulo pelo banqueiro Roberto Setúbal: https://bit.ly/2xfeg2M

A falta de emergência

O governo se esforçou para mostrar que está atento às necessidades da população afetada pela crise econômica deflagrada pelo coronavírus. Anunciou logo nas primeiras horas da terça-feira as regras de pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos e MEIs (microempreendedores individuais). Só faltou prestar atenção à emergência que as pessoas têm de pôr as mãos nesse dinheiro.

A dificuldade em questão diz respeito ao saque:  é que o público desbancarizado, situação muito comum entre quem trabalha na informalidade, receberá a ajuda em uma conta simplificada da Caixa. Só que essa conta não dá direito ao saque em dinheiro. Para conseguir sacar o auxílio será preciso transferi-lo para outra conta bancária.

Aliás, tudo que a Caixa quer evitar é uma corrida desesperada às agências e lotéricas para saque do auxílio emergencial. “Se liberarmos 50 milhões de pessoas para sacar ao mesmo tempo, haverá um colapso do sistema financeiro”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Por isso, o banco fez um cronograma de pagamento do coronavoucher: serão três parcelas de R$ 600 que serão liberadas entre quinta-feira (dia 9) e 29 maio. Quer saber tudo sobre o pagamento do auxílio-emergencial? Leia aqui: https://bit.ly/3e7S634
 
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O auxílio-emergencial pode ajudar a mudar um cenário comum nas periferias do Brasil. Nos bairros mais afastados, muitas lojas estão funcionando a pleno vapor, ignorando a determinação de ficar fechadas. Nesses locais, a falta de dinheiro e o medo de desemprego parecem perigos mais reais que as notícias sobre coronavírus que passam na TV. “A falta de renda é um problema mais imediato para essas pessoas. Nosso cérebro, muitas vezes, só entende o que está perto”, diz a neurocientista Thaís Gameiro

Outros fatores comportamentais explicam a falta de cumprimento da quarentena. “Costumamos não gostar que os outros nos digam o que fazer”, diz Carlos Mauro, presidente da consultoria portuguesa de economia comportamental, CLOO Behavioral Insights Unit. “Pior: se percebermos nossa autonomia violada, uma parte de nós sente compelida a fazer justamente o oposto do que foi recomendado.” Entenda mais: https://bit.ly/3c4ykTV
 
Já as grandes empresas estão mais preparadas para a crise. O Magazine Luiza fechou mais de 1.000 lojas e deu férias para 20 mil funcionários assim que a quarentena foi decretada. Além disso, a varejista vai lançar mão das medidas de flexibilização de salários autorizada pelo governo, como redução do pagamento e suspensão temporária de contrato, para não demitir.

“Reabriremos nossas lojas apenas quando tivermos a mais absoluta segurança de que essa é a decisão certa a ser tomada, naquele lugar, naquelas circunstâncias”, disse em comunicado Roberto Bellissimo Rodrigues, diretor financeiro e de relações com investidores. Saiba mais: https://bit.ly/3e5G2z2
 
No setor privado, uma série de iniciativas tentam irrigar o caixa dos pequenos empresários. A Stone, por exemplo, lançou a campanha “Compre do local, cuide do pequeno negócio” para ajudar lojistas que tiveram de fechar as portas por conta do coronavírus. A campanha atua em duas frentes: colocar dinheiro no caixa das empresas e ajudá-las a continuar trabalhando. Uma das ideias é estimular os clientes a comprar vales-presentes dos comerciantes do bairro. Saiba mais: https://bit.ly/34l3Tq6
 
Está difícil de suportar a quarentena? O isolamento e todas as preocupações em torno da pandemia de coronavírus podem potencializar quadros de estresse, ansiedade e depressão. Assim, tudo que puder ser feito para preservar a saúde emocional neste momento é importante. Cientes disso, muitas empresas estão oferecendo aos seus funcionários o serviço de terapia online, que passou a viver um boom inédito nas últimas semanas.

A plataforma Vittude viu o número de pessoas cadastradas saltar de 30 mil para mais de 100 mil. O acesso aos canais de suporte da plataforma pulou da média diária de 120 para mais de 400. “E os contatos não param de aumentar”, diz a CEO e cofundadora, Tatiana Pimenta. Veja dicas manter a saúde mental neste período: https://bit.ly/39Sn0Jp
 
Está sobrando tempo? Aproveite a quarentena para fazer um curso online e se aprimorar para quando tudo voltar ao normal. Há uma imensidão de instituições de ensino, renomadas ou não, nacionais e internacionais, que passaram a oferecer cursos online gratuitamente. Para escolher o que estudar, Paulo Sardinha, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), sugere que a pessoa analise sua situação, necessidade e curiosidade pessoal. Saiba o que levar em conta na hora de fazer um curso agora: https://bit.ly/3c4xzKz
A adoção apressada do home office está sendo um desafio para as empresas. De um lado, os funcionários tentam se adaptar a uma nova rotina de trabalho, com todas as distrações que a própria casa oferece. Do outro, a chefia luta para manter o engajamento e a produtividade da equipe, mesmo em meio ao cenário de incertezas. Veja dicas práticas para lidar com as equipes a distância:

• Não se apegue às horas trabalhadas
• Converse com cada pessoa individualmente
• Tenha reuniões curtas e frequentes com a equipe
• Faça a gestão da crise

Quer saber mais?
Leia aqui: https://bit.ly/2yDfLrC