Importa muito e para muita gente

Se você está lendo essa newsletter, é muito provável que o auxílio emergencial de R$ 600 seja algo distante de sua realidade. Mas é possível mostrar de maneira compreensível a importância que essa ajuda governamental tem para uma enorme parcela da população brasileira que está sendo afetada pela pandemia do novo coronavírus de uma maneira muito dura.

Quem dá o caminho das pedras é um estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a partir de dados de quatro semanas de maio presentes na Pnad Covid (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ele mostra que 26,3 milhões de domicílios – o que representa quase 40% das casas brasileiras – tiveram acesso ao benefício, o que aumentou a renda de cada um deles em R$ 846,50. Desse total, 82% possuíam renda domiciliar per capita de até R$ 832,65, ou seja, inferior à média do auxílio obtido.

Uma das conclusões da pesquisa do Ipea é a de que o auxílio emergencial funcionou muito para o que se propunha. Isso porque o valor repassado pelo governo correspondeu a 77,5% do rendimento médio dos trabalhadores por conta própria, e foi 21,2% superior ao rendimento médio do trabalhador doméstico. 

No comunicado que acompanha o estudo, o instituto de pesquisa se justifica: “Levando-se em conta que essas duas categorias estariam entre as principais populações-alvo do programa, o valor fornecido revelou-se capaz de compensar grande parte da perda potencial de renda domiciliar causada pela pandemia da Covid-19”.

É por isso que a discussão sobre uma eventual prorrogação do auxílio-emergencial, que foi elaborado originalmente para garantir três parcelas de R$ 600 em três meses, é importante e trata-se de um debate relevante para a sociedade brasileira. A equipe econômica do governo Bolsonaro ainda avalia a duração dessa extensão e a redução no valor dos eventuais próximos pagamentos. https://bit.ly/2YthoTo
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Mas a mesma Pnad Covid mostrou que o coronavírus provocou um efeito muito grave na renda de muitas famílias: o distanciamento social provocado pela pandemia de covid-19 deixou 9,7 milhões de trabalhadores sem remuneração em maio de 2020. O número corresponde a mais da metade (51,3%) das 19 milhões de pessoas que estavam afastadas de seus trabalhos e a 11,7% da população ocupada do país, que totalizava 84,4 milhões no mês.

De acordo com a pesquisa, 15,7 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho devido às medidas de distanciamento social para evitar o aumento da contaminação pela doença. Em maio, havia 75,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho no Brasil (isto é, não estavam trabalhando nem procuravam por trabalho), dos quais 34,9% não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e 24,5% não procuraram principalmente devido à pandemia ou porque faltava trabalho na localidade em que residiam, mas também gostariam de trabalhar. https://bit.ly/31heqD8
Mesmo que os principais bancos e gestores de fundos de investimento em renda fixa conservadores abrissem mão das suas taxas de administração, os cotistas ainda perderiam dinheiro, quando se considera a inflação, ao investir nessas aplicações. Isso acontece por causa da decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros do Brasil para 2,25% ao ano. Como a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado é de 3,21%, ou seja, bem acima da rentabilidade dos títulos públicos, temos, pela primeira vez na história, uma taxa de juros real negativa.

Esse cenário de taxa de administração zerada ou mesmo pouco acima de 0,5%, entretanto, é totalmente fictício para boa parte dos fundos de investimento em renda fixa. Dados da Anbima mostram que, em março deste ano, a taxa média cobrada pelos fundos de renda fixa era de 1,37%, para os casos de aplicações iniciais abaixo de R$ 1.000. Com isso, o brasileiro passou a conviver com uma realidade que é antiga para investidores de outros países: é muito difícil ter, na mesma aplicação, alta rentabilidade, liquidez e risco baixo, como ocorreu por muito tempo no Brasil com a aplicação em títulos públicos. Agora, para ter maior retorno, será preciso correr riscos. O 6 Minutos mostra que mesmo na renda fixa há algumas opções com mais risco e chance de mais rentabilidade: https://bit.ly/382V0DA.
O mercado financeiro viveu uma quarta-feira que causou muito estranhamento. A polêmica começou no fim da noite da terça, quando o Itaú Personnalité, segmento premium do maior banco brasileiro, lançou uma série de vídeos em que ataca as corretoras e o modelo de agentes autônomos de investimento. Nos filmes publicitários, há críticas ao estímulo eufórico para a entrada na Bolsa (que sofreu perdas consideráveis em 2020) e às recomendações de investimentos que seriam feitas para garantir uma boa comissão ao assessor e não levariam necessariamente em conta o perfil do investidor ou a rentabilidade da aplicação. A ofensiva foi vista como “fogo amigo”, já que a XP Investimentos, responsável por difundir esse modelo no país e líder no segmento, tem no Itaú o seu principal acionista. https://bit.ly/2Ytlz1n

A resposta da XP veio diretamente de seu fundador e presidente. Guilherme Benchimol usou seu perfil no LinkedIn para rebater as críticas feitas pela campanha de seu maior acionistas. “A campanha do Itaú só reforça que estamos no caminho certo. Para o maior banco do país, com mais de 90 anos de tradição, ir a público e ofender uma profissão tão fundamental para o desenvolvimento financeiro dos brasileiros, é porque realmente percebeu que não consegue mais competir colocando o cliente em primeiro lugar”, afirmou Benchimol. Em outro momento, o executivo ironiza o slogan do Itaú: “Tenho uma certeza: se tem algo que o banco não é, nem nunca foi, é ser feito para você”. Qual será o próximo passo no duelo entre duas das maiores forças financeiras do Brasil? Aguardemos. https://bit.ly/2Nu9F12
Apesar de as primeiras medidas de flexibilização da quarentena estarem saindo do papel, ainda é difícil saber quando a pandemia do coronavírus estará minimamente controlada. Esse é um fato importantíssimo para quem está planejando uma viagem, ainda que seja para um horizonte mais distante. Dados do Kayak, plataforma de plataforma de busca de passagens aéreas, mostram que a busca por voos ainda está 70% menor que no mesmo período do ano passado, mas que o relaxamento das medidas de isolamento e a queda das barreiras sanitárias têm estimulado algum planejamento para 2021.

O levantamento mostra que 40% dos brasileiros estão buscando viajar nos próximos 6 meses, e que 43% planejam viajar depois disso — só no ano que vem, portanto. Por fim, 17% não estão pensando em férias. “Antes da pandemia, os brasileiros costumavam comprar os bilhetes para voos internacionais com pouco mais de 2 meses de antecedência. Já os voos nacionais eram comprados em média 3 semanas antes do embarque”, explica Eduardo Fleury, líder de Operações do Kayak no Brasil. Ele diz que essa busca para 2021 é atípica, e que as próprias companhias aéreas estão se adaptando para exibir preços para o próximo ano. https://bit.ly/37XIbKF
Cinema, teatro, shows. A necessidade de distanciamento social imposta pela pandemia de coronavírus cancelou todos esses eventos. Até que surgiu o cine drive-in como opção de diversão para quem está cansado de ficar trancafiado em casa. De olho no tipo de evento da era pós-pandemia, a startup Dpen criou um aplicativo que permite que toda a experiência de assistir a um filme de dentro do carro aconteça sem contato físico com outras pessoas.

Entre as funcionalidades do app está a possibilidade de validar o ingresso na entrada, pedir a comida ou bebida de dentro do carro por um cardápio virtual e até entrar em uma fila virtual para uso do banheiro. “Logo na entrada, a leitura do ingresso é feita por um totem de autoatendimento. Não precisa sair do carro para pedir sua bebida ou comida. O cliente faz o pedido pelo app, que notifica a cozinha e a comida chega até ele no veículo. Não precisa ficar em uma fila física para ir ao banheiro, basta entrar em uma fila virtual”, diz Luis Felipe Palomares, sócio da Dpen. Para saber mais sobre como poderá ser sua experiência em um drive-in em tempos de covid-19, acesse o 6 Minutoshttps://bit.ly/380nY6W.