Uma pedra no caminho do WhatsApp

Bom dia,O mercado de pagamentos que estava prestes a ser abocanhado pelo WhatsApp encontrou uma resistência de peso pelo caminho. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) suspendeu o acordo entre o WhatsApp e outras instituições financeiras que permitia a realização de pagamentos e transferência de dinheiro diretamente entre usuários do aplicativo. Já o BC determinou que Visa e Mastercard interrompam as transações.
 
Segundo o BC, “a continuidade dessas operações sem a prévia análise do regulador poderia gerar danos irreparáveis ao SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) no que se refere à competição, eficiência e privacidade de dados”.
 
Com 120 milhões de usuários no Brasil, maior do que a base de clientes de qualquer grande banco, o WhatsApp teria disponibilizado a solução de pagamentos para 1,5 milhão de pessoas. Quer saber mais? https://bit.ly/3hY4Jzg
O Banco Central anunciou uma série de medidas para destravar o crédito. Um dos focos desse empurrãozinho são as micro e pequenas empresas, as mais atingidas pela crise do coronavírus. Para incentivar os bancos a liberar financiamento para esse segmento, o BC vai penalizar as instituições financeiras que não emprestarem no mínimo 10% dos recursos que são obrigados a deixar depositados sem movimentação na poupança, o chamado depósito compulsório. Leia aqui: https://bit.ly/2YsMA5i
 
Em outra iniciativa para estimular o crédito, o BC anunciou a possibilidade de uso de imóvel como garantia de mais de um empréstimo, com potencial de liberação de R$ 60 bilhões. Com a mudança, será possível utilizar a parte quitada de um financiamento imobiliário ainda em curso como garantia para outro empréstimo, com a mesma taxa de juros. Mais aqui https://bit.ly/2NnR1b5
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O dinheiro ficou curto e as despesas já superam as receitas no seu orçamento doméstico? Hora de colocar as contas em ordem. O 6 Minutos preparou um guia para te ajudar a superar esse momento difícil. Aqui vai um resumo:
 
O primeiro passo é cortar todos os supérfluos. Anote tudo o que você gasta e veja se realmente precisar manter todas as despesas. O segundo passo é buscar uma renegociação dos valores mais altos. De forma geral, fornecedores preferem receber menos, ou de forma parcelada, a ficar no prejuízo. Seja transparente e sincero e busque o acordo.
 
Se, finalmente, passadas as etapas anteriores, o dinheiro continuar insuficiente, é hora de decidir quais contas serão pagas e quais ficarão em aberto. Opte por quitar dívidas com juros mais altos — cartão de crédito, por exemplo. E cuidado para não inadimplir em serviços essenciais. Ainda que o corte de energia ou água estejam parcialmente suspensos durante a pandemia, tente garantir o mínimo para você e sua família. Quer saber mais? https://bit.ly/2YX6LY2
 
O aumento do desemprego e a redução salarial devem empurrar ainda mais consumidores para o atacarejo, formato de loja que vende produtos tanto no atacado como no varejo. Em momentos de crise, como agora, as pessoas priorizam a compra de itens essenciais em detrimento de supérfluos e abrem mão da conveniência em nome da economia.
 
Uma pequisa do Horus, plataforma que reúne dados do varejo, mostra que o valor médio gasto pelo consumidor em compras de supermercado aumentou 8% após a liberação do pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600. No formato atacarejo, o avanço foi de 16%, sugerindo que esse dinheiro foi utilizado para comprar alimentos e produtos de limpeza. Leia mais: https://bit.ly/3erEiQs
 
Qual vai ser o futuro das viagens rodoviárias? Na semana passada, a Marcopolo apresentou um ônibus equipado com cortinas, materiais antimicrobianos e um sistema de ar-condicionado com luz ultravioleta. Outro diferencial é que as poltronas são individuais, separadas uma das outras pelo corredor. Mas será que as empresas de viagens vão adaptar seus ônibus para essa nova realidade?
 
A associação que representa o setor aponta dificuldades, como a falta de um protocolo de retomada aprovado pela Anvisa e de caixa para investimentos, já que a maioria das empresas ficou parada por conta das restrições de viagem impostas pelos governos estaduais.
 
O setor pede uma ajuda do governo federal para não ir à falência. Enquanto o socorro não chega, mais de 30 mil funcionários já foram demitidos. Mais aqui: https://bit.ly/2YrS2oV
A crise do coronavírus derrubou a arrecadação de impostos no país. No mês passado, a arrecadação federal somou R$ 77,415 bilhões, um tombo de quase 33% na comparação com maio do ano passado. Em função da crise, o governo permitiu o atraso no pagamento de uma série de tributos para dar alívio de caixa às empresas e famílias. Em maio, esse diferimento afetou negativamente a arrecadação em R$ 29,920 bilhões. https://bit.ly/2Np5OlL
 
A uma semana do prazo final, mais de 10 milhões de contribuintes ainda não prestaram contas dos rendimentos recebidos em 2019 para a Receita Federal. Até ontem, 22 milhões haviam enviado a declaração de Imposto de Renda de 2020. A expectativa é que 32 milhões de documentos sejam transmitidos.
 
Uma das principais dúvidas de quem vai declarar é sobre como incluir dependentes. Se o casal declara separadamente precisa ficar atento: o dependente só pode ser incluído em uma das declarações, preferencialmente na do contribuinte que tiver maior rendimento tributável. Mas se o dependente tiver renda é preciso ter cuidado: os ganhos dele também devem ser informados. Tire suas dúvidas sobre esse assunto e outros em https://bit.ly/2CzxO46
Carne bovina virou artigo de luxo para muitos brasileiros. A contradição é que apesar de o Brasil ser maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, esse tipo de alimento não chega à mesa dos mais pobres. É que a indústria de carne é dominada por grandes empresas que possuem forte foco nas exportações, como JBS, Minerva e Marfrig.
 
O consumo de carne bovina no Brasil deve cair 10% este ano, com a crise econômica diminuindo o poder de compra da população. A demanda por frango e carne suína não aumentará o suficiente para compensar a queda na carne bovina. Além disso, o histórico de crises econômicas no país mostra que as mudanças no consumo podem perdurar. Os brasileiros estão comendo menos açúcar e carne bovina do que em 2014, um ano antes da pior recessão do país. https://bit.ly/3es03zz