Será que cai mais?

Bom dia,Daqui a pouco, o Comitê de Política Monetária do Banco Central vai divulgar a ata da sua última reunião. O documento dará pistas sobre as chances de um novo corte na taxa básica de juros da economia.Na reunião passada, o Copom decidiu reduzir de 3% para 2,25% ao ano a Selic, o menor patamar da história.Chegamos ao piso? O mercado está dividido sobre isso. O Boletim Focus, que mede a percepção dos principais agentes financeiros do país, aponta para a manutenção dos juros até o fim do ano. Mas já há um grupo, chamado pelo BC de “Top-5” justamente por acertar as suas previsões, que já projeta a Selic a 1,75% ao final de 2020. (Se quiser ler mais sobre isso, fizemos esta reportagem sobre o Focus de ontem https://bit.ly/37Tw7Kn).O leitor do 6 Minutos deve estar se perguntando: Ok, e se os juros caírem ainda mais, o que muda para mim? Há algumas implicações imediatas, e outras tantas indiretas. Boa parte dos investimentos em renda fixa — modalidade favorita de quem tem perfil mais conservador– deve perder para a inflação. A Bolsa pode ganhar mais fôlego, aproveitando a migração dos recursos para a renda variável. E o dólar, ao menos no curto prazo, tende a se valorizar.
As vendas de imóveis para a baixa renda, concentradas no programa Minha Casa, Minha Vida, vêm mostrando muito mais resiliência do que as de propriedades de médio e alto padrão durante a pandemia.Dados de uma pesquisa da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) mostram que, enquanto mais da metade das incorporadoras de médio e alto padrão tiveram uma queda de vendas mais forte por causa do coronavírus, esse percentual é de apenas 10% no caso da habitação popular. Não por acaso, a participação dessa modalidade de financiamento foi crescendo ao longo dos anos, e responde hoje por 79% dos lançamentos e 71% das vendas no país.Há várias explicações para esse fenômeno, mas uma delas costuma ser pouco debatida: muitas famílias de menor poder aquisitivo vêm percebendo que não há muita diferença entre o aluguel e as prestações para pagamento da casa própria. E como os valores das parcelas acabam sendo similares, optam pela compra. https://bit.ly/312y6KZ
2020 parecia um ano perdido para as empresas que planejavam abrir capital na bolsa de valores. A chegada da pandemia do coronavírus e a aversão dos investidores ao risco fizeram com que 20 das 22 empresas que tinham o processo de listagem já iniciado colocassem os seus IPOs (sigla em inglês para abertura de capital) na geladeira. Mas a reação surpreendente das cotações na Bolsa e a necessidade de recursos fizeram com que algumas delas voltassem ao jogo.Um levantamento feito pelo 6 Minutos no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) revelou que 5 empresas desistiram da interrupção do processo de análise. Na semana passada, elas protocolaram novos prospectos de oferta, inclusive já indicando o tamanho do estrago do coronavírus em suas atividades e quais medidas estão sendo tomadas para mitigar os efeitos da crise.São elas: You Incorporadora (construção) Grupo de Moda Soma (varejo), Ambipar (gestão de resíduos), Lojas Quero-Quero (varejo) e Riva 9 (construção). https://bit.ly/37ProcH
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O que fazer se o seu negócio depende de milhares de academias, e todas elas são fechadas do dia para a noite? Esse é o dilema que a pandemia colocou para o Gympass. A startup, que conecta clientes a estúdios e academias, viu seu negócio paralisado em março e decidiu se reinventar. De lá para cá, a empresa: Criou uma plataforma de aulas online que são promovidas pelas academias. Só acessa a plataforma o cliente Gympass depois de logar com o código do check-in.Incluiu nos planos os apps de nutrição, meditação e ioga. Também na área de bem-estar, a empresa firmou parceria com a Zen Club, de atendimento psicológico online.Incluiu a opção de contratar um personal online – já são 500 cadastrados. O resultado, ao menos segundo a empresa, tem sido positivo. Quer saber mais? https://bit.ly/2NlEu7X
Você já ouviu falar no PIX? Se não ouviu ainda, prepare-se para se familiarizar com ele. Trata-se da plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, prevista para operar a partir de novembro.E o que muda para você? Aos poucos, as possibilidades do PIX vão ficando mais claras. Além de facilitar a transferência de recursos e da compensação imediata de pagamentos, o PIX vai permitir que varejistas ofereçam serviço de saque em espécie. Quem adiantou a novidade foi o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Mais detalhes, só em agosto. https://bit.ly/2V7y8xb
A Receita Federal abre daqui a pouco, às 9h, a consulta ao segundo lote de restituição do IRPF de 2020. Mais de 3,3 mil contribuintes receberão R$ 5,7 bilhões no lote de maior valor já registrado. O pagamento será feito na conta indicada em 30 de junho. https://bit.ly/2AYZFKv
Pesquisadores da FGV/Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) divulgam às 11h de hoje os dados de uma pesquisa sobre os impactos do coronavírus na necessidade de crédito das micro e pequenas empresas. Uma das conclusões prováveis do estudo é que o volume de crédito concedido não atende às necessidades do setor. A ver.