A falta de emergência

O governo se esforçou para mostrar que está atento às necessidades da população afetada pela crise econômica deflagrada pelo coronavírus. Anunciou logo nas primeiras horas da terça-feira as regras de pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos e MEIs (microempreendedores individuais). Só faltou prestar atenção à emergência que as pessoas têm de pôr as mãos nesse dinheiro.

A dificuldade em questão diz respeito ao saque:  é que o público desbancarizado, situação muito comum entre quem trabalha na informalidade, receberá a ajuda em uma conta simplificada da Caixa. Só que essa conta não dá direito ao saque em dinheiro. Para conseguir sacar o auxílio será preciso transferi-lo para outra conta bancária.

Aliás, tudo que a Caixa quer evitar é uma corrida desesperada às agências e lotéricas para saque do auxílio emergencial. “Se liberarmos 50 milhões de pessoas para sacar ao mesmo tempo, haverá um colapso do sistema financeiro”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Por isso, o banco fez um cronograma de pagamento do coronavoucher: serão três parcelas de R$ 600 que serão liberadas entre quinta-feira (dia 9) e 29 maio. Quer saber tudo sobre o pagamento do auxílio-emergencial? Leia aqui: https://bit.ly/3e7S634
 
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O auxílio-emergencial pode ajudar a mudar um cenário comum nas periferias do Brasil. Nos bairros mais afastados, muitas lojas estão funcionando a pleno vapor, ignorando a determinação de ficar fechadas. Nesses locais, a falta de dinheiro e o medo de desemprego parecem perigos mais reais que as notícias sobre coronavírus que passam na TV. “A falta de renda é um problema mais imediato para essas pessoas. Nosso cérebro, muitas vezes, só entende o que está perto”, diz a neurocientista Thaís Gameiro

Outros fatores comportamentais explicam a falta de cumprimento da quarentena. “Costumamos não gostar que os outros nos digam o que fazer”, diz Carlos Mauro, presidente da consultoria portuguesa de economia comportamental, CLOO Behavioral Insights Unit. “Pior: se percebermos nossa autonomia violada, uma parte de nós sente compelida a fazer justamente o oposto do que foi recomendado.” Entenda mais: https://bit.ly/3c4ykTV
 
Já as grandes empresas estão mais preparadas para a crise. O Magazine Luiza fechou mais de 1.000 lojas e deu férias para 20 mil funcionários assim que a quarentena foi decretada. Além disso, a varejista vai lançar mão das medidas de flexibilização de salários autorizada pelo governo, como redução do pagamento e suspensão temporária de contrato, para não demitir.

“Reabriremos nossas lojas apenas quando tivermos a mais absoluta segurança de que essa é a decisão certa a ser tomada, naquele lugar, naquelas circunstâncias”, disse em comunicado Roberto Bellissimo Rodrigues, diretor financeiro e de relações com investidores. Saiba mais: https://bit.ly/3e5G2z2
 
No setor privado, uma série de iniciativas tentam irrigar o caixa dos pequenos empresários. A Stone, por exemplo, lançou a campanha “Compre do local, cuide do pequeno negócio” para ajudar lojistas que tiveram de fechar as portas por conta do coronavírus. A campanha atua em duas frentes: colocar dinheiro no caixa das empresas e ajudá-las a continuar trabalhando. Uma das ideias é estimular os clientes a comprar vales-presentes dos comerciantes do bairro. Saiba mais: https://bit.ly/34l3Tq6
 
Está difícil de suportar a quarentena? O isolamento e todas as preocupações em torno da pandemia de coronavírus podem potencializar quadros de estresse, ansiedade e depressão. Assim, tudo que puder ser feito para preservar a saúde emocional neste momento é importante. Cientes disso, muitas empresas estão oferecendo aos seus funcionários o serviço de terapia online, que passou a viver um boom inédito nas últimas semanas.

A plataforma Vittude viu o número de pessoas cadastradas saltar de 30 mil para mais de 100 mil. O acesso aos canais de suporte da plataforma pulou da média diária de 120 para mais de 400. “E os contatos não param de aumentar”, diz a CEO e cofundadora, Tatiana Pimenta. Veja dicas manter a saúde mental neste período: https://bit.ly/39Sn0Jp
 
Está sobrando tempo? Aproveite a quarentena para fazer um curso online e se aprimorar para quando tudo voltar ao normal. Há uma imensidão de instituições de ensino, renomadas ou não, nacionais e internacionais, que passaram a oferecer cursos online gratuitamente. Para escolher o que estudar, Paulo Sardinha, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), sugere que a pessoa analise sua situação, necessidade e curiosidade pessoal. Saiba o que levar em conta na hora de fazer um curso agora: https://bit.ly/3c4xzKz
A adoção apressada do home office está sendo um desafio para as empresas. De um lado, os funcionários tentam se adaptar a uma nova rotina de trabalho, com todas as distrações que a própria casa oferece. Do outro, a chefia luta para manter o engajamento e a produtividade da equipe, mesmo em meio ao cenário de incertezas. Veja dicas práticas para lidar com as equipes a distância:

• Não se apegue às horas trabalhadas
• Converse com cada pessoa individualmente
• Tenha reuniões curtas e frequentes com a equipe
• Faça a gestão da crise

Quer saber mais?
Leia aqui: https://bit.ly/2yDfLrC